segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
"Não há... nenhuma razão para vacinar as pessoas que não residem em área endêmica nem pretendem adentrar a mata dessas áreas."
"Vi na televisão pessoas que sempre residiram na cidade de São Paulo e que não pretendem viajar desesperadas, em filas para se vacinarem, alegando que tinham direito. Certamente, não tinham necessidade e se expõem aos efeitos adversos de uma vacina com vírus vivo."
"... a decisão... perversa – que permitiu retirar R$ 40 bilhões destinados a atender a população de baixa renda e entregá-los a empresas e parcelas da população, mais bem aquinhoadas, causando sério risco ao esquema financeiro para o setor."
. Estes são trechos do artigo “Febre Amarela” de Adib Jatene, publicado na página A3 da Folha de 22/014/2008.
(PHA)
REQUIÃO NÃO PODE. A GLOBO PODE
. O governador do Paraná, Roberto Requião, deu duas entrevistas ao Conversa Afiada sobre a batalha que trava contra a censura que, na opinião dele, o Judiciário lhe impôs (clique aqui para ler "Requião: sou um governador amordaçado" e "Requião exclusivo: estou sendo censurado").
. Na entrevista desta quarta-feira, dia 23, quando trata de por que interrompeu a programação normal da TV do Estado do Paraná, Requião demonstrou perplexidade com o silêncio da OAB.
. O Conversa Afiada procurou a OAB em Brasília.
. A OAB em Brasília mandou procurar a OAB do Paraná.
. A OAB do Paraná tinha emitido uma nota oficial com uma no cravo e outra na ferradura (clique aqui para ler).
. E criticou o governador por usar a TV do Paraná para divulgar informações sobre sua gestão.
. A OAB do Paraná considera que o governador não pode usar uma TV pública para fazer propaganda pessoal.
. A OAB do Paraná, porém, não demonstra preocupação com a utilização de uma concessão pública para fazer propaganda política no seu noticiário e discriminar homens públicos.
. Como diria Mino Carta, é do conhecimento do mundo mineral que Requião mandou cortar a verba de R$ 70 milhões, que seu antecessor, Jaime Lerner, investia na Globo para difundir atos de seu Governo.
. Jaime Lerner pode.
. Roberto Requião, que economizou R$ 70 milhões para investir em Saúde e Educação, não pode.
. O Conversa Afiada recolheu junto a assessoria de Requião algumas manifestações da Globo em defesa intransigente do interesse público.
. É o que se segue:
“Na campanha eleitoral de 2006, todas as pesquisas apontavam a vitória de Requião no primeiro turno. Mas uma reportagem da Globo local, que mostrou uma montanha de armas de um policial preso mudou o rumo da eleição, que só foi decidida no segundo turno. A Globo tentou de todas as formas ligar o policial preso a Requião e dizer que ele era assessor do governador. A imagem com a montanha de armas desgastou tanto Requião que as eleições que se decidiriam no primeiro turno foram decidida no segundo turno.
Também na campanha de 2006, Pedro Bial fez uma série de reportagens sobre infra-estrutura no Brasil. Quando passou pelo Paraná, a edição usou imagens antigas, de Governos anteriores para cobrir o off da reportagem. Ou seja, a reportagem criticava a política de infra-estrutura do Governo Requião, mas com imagens de Governos anteriores.
A Globo também mostrou uma fila de caminhões no porto de Paranaguá e disse que ali havia problemas de logística e infra-estrutura. Acontece que é impossível um pátio que recebe mil caminhões por dia não ter filas. Isso é algo normal e a Globo divulgou como um problema.
Miriam Leitão disse no Bom Dia Brasil, ao criticar a determinação do Governo Requião de impedir a exportação de soja transgênica pelo porto de Paranaguá, que o Paraná estava deixando de exportar 600 milhões de toneladas de soja. Isso é mais do que a produção mundial de soja.
Quando era senador, Requião foi o relator da CPI dos precatórios. Como relator ele nunca foi entrevistado pela Globo local do Paraná sobre a CPI dos precatórios.
Durante os oito anos de mandato de senador, Requião nunca deu uma entrevista à Globo local do Paraná. No início da campanha de 2002, ele precisou se apresentar aos eleitores: ‘meu nome é Roberto Requião, sou senador pelo Paraná e candidato a governador’.”
. A OAB do Paraná e a OAB de Brasília, aparentemente concordam com o fato de o Judiciário ganhar MUITO mais do que o Executivo e o Legislativo – este é o centro da polêmica de Requião com a Justiça.
. Para a OAB do Paraná a TV Globo pode.
. Requião não pode.
Sobre a crise americana...
sábado, 12 de janeiro de 2008
Do caderno "Dinheiro", da "Folha" de hoje:
Índice fica em 4,46% em 2007 e quase ultrapassa centro da meta do governo
Cá para nós, "quase ultrapassar" é demais. É igual a "quase engravidou".
Segundo o Houaiss:
Ultrapassar: ir além de (um limite); exceder, extrapolar
Atingir: chegar até, a (um ponto, objeto, pessoa etc.); alcançar, tocar
Manchete correta: "Mesmo com pressão de alimentos, inflação fica abaixo da meta".
Ou a do Estadão de hoje: "Inflação volta a subir após 4 anos mas fica na meta".
O mancheteiro entrou no clima de terrorismo do mercado.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
PAISAGEM
AGEM: sufixo relacionado à "ação".
Paisagem tem, portanto, conotação espacial e territorial, e não visual/estética.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Novas pesquisas
CNI/Ibope: cresce avaliação positiva do governo Lula
A pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta quarta-feira mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é avaliado como ótimo e bom por 51% dos entrevistados. O índice representa um aumento de 3 pontos percentuais em relação ao último levantamento feito em setembro.
Aqueles que avaliam o governo como regular passaram de 32% para 31%. Os que consideram ruim ou péssimo eram 18% em setembro e caíram para 17% na nova pesquisa.
A aprovação pessoal do presidente também subiu, de 63% para 65%. Os que desaprovam o presidente caíram de 33% para 30%.
A pesquisa foi realizada entre 30 de novembro e 5 de dezembro. Foram ouvidas 2002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
CNI/Ibope: 79% estão satisfeitos com ano de 2007
A pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta quarta-feira indica que, para a maioria dos brasileiros, 2007 termina com um saldo positivo: 79% classificaram o ano como "bom" ou "muito bom". Apenas 20% disseram que os últimos 11 meses foram "ruins" ou "muito ruins".
O levantamento mostra ainda que os brasileiros estão confiantes em relação ao próximo ano. Para a maioria deles (52%), 2008 será um "bom" ano. Outros 36% dizem que será "muito bom". Apenas 7% dizem que o ano será "ruim" ou "muito ruim".
A pesquisa foi realizada entre 30 de novembro e 5 de dezembro. Foram ouvidas 2002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
(Terra)